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Olhão
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foto Olhão

Achados arqueológicos comprovam a presença humana na área do concelho de Olhão desde o Neolítico. Os testemunhos mais importantes referem-se ao Calcolítico (2000 a 1500 a.C.), tendo grande interesse arqueológico os ídolos oculados esculpidos em calcário, descobertos em Moncarapacho.

A ocupação romana deixou vestígios em todo o concelho, estando os do litoral associados à pesca e à salga de peixe. Marim, junto à ria, foi uma importante "villa? e a sua vasta necrópole voltou a ser utilizada durante o domínio visigótico (sécs. V a VIII).

A abundância de peixe atraiu pescadores para o local onde hoje se ergue a cidade de Olhão. Vivendo em humildes cabanas construídas com madeira, canas e palha, utilizando a ancestral arte da xávega, em que a rede em forma de saco é arrastada para terra, eram apenas umas escassas dezenas de habitantes em 1378, data do primeiro documento que refere Olhão.

Durante séculos, as únicas construções no areal foram cabanas. A população foi crescendo e, em 1679, a sua importância justificava a construção da fortaleza de São Lourenço para defesa contra os ataques dos piratas do Norte de África. Surge o primeiro edifício de pedra - a Igreja de Nossa Senhora do Rosário - em 1698. Em 1715 abriu ao público e é autorizada a primeira habitação em alvenaria, através de alvará da rainha D. Maria Ana de Áustria.
O séc. XIX foi decisivo para a expansão de Olhão. Foi elevado a vila em 1808, como agradecimento do rei D. João VI (1767-1826) pela luta travada contra as tropas napoleónicas e pela heróica viagem do caíque Bom Sucesso, que levou a boa nova à corte, refugiada no Brasil devido à invasão de Portugal pelos exércitos do general Soult. A actividade comercial desenvolvida pelos marítimos de Olhão estende-se até ao Mediterrâneo. E, por último, surge a indústria de conservas de peixe.

 

Hoje, Olhão é essencialmente uma cidade de gente do mar. Característica pelas suas ilhas, muito procuradas sobretudo no Verão, podemos encontrar em Olhão toda uma marginal com vista para a Ria Formosa, não fosse no Concellho a sede do Parque Natural...
O visitante de Olhão encontra não só praias fantásticas, como encontra e prova (literalmente) o melhor peixe e o melhor marisco do Algarve, sendo por cá que se realiza o maior Festival do Marisco do País.
Os bairros antigos, como o da Barreta ou do Levante sugerem-nos uma visita, um passeio irrecusável pelas suas ruas sinuosas e apertadas.
Outro ex-líbris são os dois Mercados Municipais (um para peixe e outro para frutas e legumes), dois edificios construidos em 1915, recentemente remodelados e que funcionam como ponto de encontro para descontrair ao fim da tarde, nas simpáticas esplanadas que lá se encontram.

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