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Tavira
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foto Tavira

A existência de castros e monumentos megalíticos situa no Neolítico (4.000 a 1.500 a.C.) a presença humana no concelho de Tavira, associada, no Calcolítico e períodos seguintes, à exploração mineira que floresceu no nordeste algarvio e, também, às trocas comerciais com o Mediterrâneo.

É no litoral, porém, que se dá o maior povoamento após a conquista romana (séc. 1 a.C.), devido à importância económica da pesca e da indústria de salga de peixe. Data desse período a importante cidade de Balsa, situada perto de Tavira, ligada por estrada a Ossonoba (Faro) e Baesuris (Castro Marim).

Durante o domínio islâmico (sécs. VIII a XIII), Tavira torna-se, pelo valor estratégico do seu castelo e do seu porto, uma das principais povoações do Algarve. São os Cavaleiros da Ordem Militar de Sant'Iago que ocupam Tavira em 1242, prosseguindo a acção de reconquista cristã iniciada com tomada de posse da vizinha Cacela.

A conquista de Ceuta (1415) e, em seguida, de outras praças do Norte de África influencia de forma decisiva a vida de Tavira nos sécs. XV e XVI, tornando-a no principal porto de apoio às guarnições portuguesas. Neste período recebe várias visitas régias e, em 1520, é elevada a cidade.
A epidemia de peste de 1645/46, o progressivo assoreamento da ligação com o mar, impedindo a entrada de navios, e os estragos do terramoto de 1755 são alguns dos factores que contribuíram para, nos finais do séc. XVlll, Tavira ter perdido grande parte da sua importância económica.

A pesca do atum ? de que Tavira foi o principal centro algarvio ? e a indústria de conservas deram nova vida à cidade nas últimas décadas do séc. XIX (até meados do séc. XX). Hoje, Tavira é uma cidade em crescimento, que tem na pesca e no turismo dois vectores importantes do seu dinamismo.

Tavira é um dos locais no Algarve que apesar de ser um centro turistico forte, ainda se pode orgulhar de não ter sido descaracterizado pelo exagero do crescimento urbanistico e comercial.
Uma pacata cidade que parece retirada de um quadro, com uma beleza tradicional, conservada pelas casas e ruas do centro histórico, não deixa de ter suma importância através dos seus imponentes monumentos, como o castelo ou a lindissima ponte romana que faz a ligação das duas margens de Tavira.
O rio Gilão que atravessa a cidade é palco para as tipicas embarcações de pesca que por ali passam, não fossem muitos dos seus habitantes homens do mar.
Com o previlégio de ter a Ria Formosa como vizinha, Tavira ganha adeptos quer da natureza, quer das suas praias e ilhas mágnificas.

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