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Grândola
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foto Grândola

A ocupação humana em Grândola data de épocas bastante recuadas, abarcando quase todos os períodos da História, desde o Neolítico ao período romano. Da época romana foram escavadas umas termas ou balneários romanos na vila de Grândola e identificada uma barragem da mesma época, a 2 km desta vila.

Integrada na Ordem Militar de Santiago, Grândola foi uma comenda normalmente organizada, com uma população distribuída por vários núcleos, a ocupar quase toda a extensão territorial.

Embora ainda não se conheçam muitas referências medievais para a população de Grândola, sabemos que, em 1492, a aldeia de Grândola teria à volta de 135 pessoas e a comenda, no seu conjunto, 810 habitantes distribuídos por cerca de 180 fogos. Em 1527, conforme se pode verificar pelo Cadastro da População do Reino, a comenda de Grândola possuía 245 fogos e 1103 habitantes.

A dependência que tinha em relação a Alcácer do Sal levou a que os moradores pedissem a D. João III carta de foral de vila, que lhe veio a ser concedida em 22 de Outubro de 1544.

Com a passagem de aldeia a vila, e em virtude de uma delimitação geográfica aquando da criação da comenda, ficou o novo concelho com uma área territorial que abrangia, além da freguesia de Grândola, as freguesias de Azinheira dos Bairros, São Mamede do Sadão e Santa Margarida da Serra.

A população dedicava-se à agricultura e à pecuária, sendo de referir, como actividades económicas importantes, a moagem - efectuada em cerca de 12 azenhas e moinhos ? a produção do vinho, a olaria, a tecelagem e a caça.

Em 1679 fundou-se em Grândola um celeiro comum para fazer empréstimos de trigo a lavradores pobres, passando a celeiro municipal aquando da implantação da República.

O séc. XIX, em Grândola, foi uma época de franco progresso. Em 1890 foi-lhe concedida uma série de benefícios, tendo-se tornado comarca, em finais do século passado, em virtude de uma nova delimitação administrativa territorial.

Economicamente, prevaleceu a agricultura e, a par desta actividade, surgem pequenas unidades transformadoras de cortiça.Até ao início do séc. XX houve um crescimento ténue, baseando-se essencialmente na proliferação de pequenas indústrias de transformação da cortiça, situadas na sua maioria na freguesia de Grândola. Na primeira década deste século notou-se um crescimento mais acelerado, com o aparecimento de novas vias de comunicação, dando-se maior destaque ao surgimento do comboio em 1926. Nos anos 30, houve um novo e evidente impulso, tanto demográfico como económico. Este impulso evidencia a época da campanha do trigo que decorre integrada na política ruralista e agrícola do Estado Novo. Na década de 70, verificou-se o restabelecimento de um certo nível de vida e, com ele, o desenvolvimento de várias actividades económicas tanto no sector primário como no terciário (comércio e serviços).  

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